April 2013
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Apr 23rd
Tatuagem
Ela anda por aí entre cantos de paredes e canalhas. dizem que ela faz anal giratório e não tem medo de amar. Eu não acredito muito em fantasmas não desse lado da noite não com esses olhos de chumbo; ela segue dissimulando com velhos subterfúgios e o hálito de menta, é difícil assim com big mama Thornton na vitrola e todo esse cheiro de parques orientais, acho que não vou conseguir...
Apr 23rd
November 2012
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Último poema para a prostituta que roubou meu...
Ela tem três tatuagens na bunda. Teso no seu rabo mas me intimido quando ela pede pra lamber seu cuzinho - não sou frouxo, penso – depois de duas cervejas caio de língua. Dia desses peguei ela enfiando um alfinete embaixo da unha. Fiz café e perguntei se queria com ou sem açúcar. - Irlandês - respondeu. Acho que esse não vai açúcar. Só tenho Jeam Beam, então misturo tudo e sei lá. Rezo pra Buda....
Nov 26th
Os tigres morrem na Malásia
E tudo que lembro do futuro são fumaças de ar ou nuvens não vejo o certo sêmen radioativo e césio-137 o cordão umbilical roto sua mãe gritando na chuva mas ninguém pôde ouvir as mães estarão perdidas na chuva e ninguém poderá ouvir os peixes de Bocaina as galinhas do Taboão os porcos do Japí & ninguém para ouvir as asas de petróleo...
Nov 16th
Relatos tendenciosos de fatos imprecisos #1
Dagmar não tava não “Procure o Izac.” “O que?” “Da estrada você entra na vila subindo o morro pega a bifurcação para a direita, logo depois do trajeto se tornar sinuoso vire à esquerda, chegando lá tem uma Kombi que te leva até o barco passando pelo condomínio Laranjeiras, de lá você atravessa um pouco de mar até chegar na praia, no terceiro camping à esquerda da mangueira perto do caiaque...
Nov 12th
August 2012
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To the other side
Quantas cervejas ainda batendo no portão… Quantas doses de uísque? Espelhos e cartões - banheiro sujo. Teu nome tá em tudo, meu velho. Mais que teu nome, teu espírito certeiro, teu punho subversivo, quebrando a limiaridade da vida. Quantas cervejas já se foram? Nem o garçom american bar sabe. Quantos dólares no poker pela madrugada? Mulheres, garrafas quebradas? Mais que teu nome. Teu...
Aug 10th
June 2012
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Sem queixas
Comprei um vinil do Otto, deixei de lado meu gosto por coisas velhas, ando curtindo garotinhas de dezessete anos, não ligo mais pra palavras, saí das ruas com as pernas cruzadas, ando pensando em dias chuvosos e estradas longas. Minha garota toma sopa de letrinhas e teima em me perguntar por quê. Apago a luz com o dedo do pé e lembro do diabetes, do sal e da bebida. Apago a luz com o dedo do pé,...
Jun 28th
Just do it
Eu sei dos seus olhos de lua e sorriso de praia. Da saia sob vícios e fogos. A poesia incrustada na rua. Equilibrando-se no parapeito, sandálias, a corda bamba no fio da navalha prestes a cortar. Eu sei da última cerveja da noite, do último livro, do suspiro de Pedro Juan Gutierrez ouvindo o discurso comunista. A última cerveja. Não insista. Descarregue essa metralhadora no meu peito vazio. Até a...
Jun 8th
May 2012
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Musa
Ela me olha com os olhos vermelhos e me beija com o hálito de cerveja, ela tem as mãos trêmulas e não consegue parar de dançar, ela me fala sobre a textura dos sons enquanto respira fundo, passa a mão nas paredes e acende um cigarro, tira um baseado da bolsa e vai ao banheiro toda hora. Temo que ela tenha misturado todas as drogas da noite. E assim caminha a minha musa, chapada.
May 5th
April 2012
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Mujeres
Tem essa garota que anda na corda bamba, se equilibra entre as margens do rio. Tem essa garota que anda sobre cacos de vidro sem nenhuma cautela. Tem essa garota que ama filmes do Hitchicock & idolatra Trofeau & acha a fase Bergman do Woody Allen a mais interessante. Tem essa garota que fica nua no mato e me estende a mão pra pular no precipício. Tem essa garota que se mudou pra Paris e...
Apr 21st
March 2012
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As noites nem sempre dão certo
No caminho do trabalho senti um cheiro de peixe podre, me lembrei das noites que não deram certo, acabando com a queda, acolhido pelas mães da vida, as esposas da rua. Não posso pois chamá-las de minhas, tal que minhas foram só por um instante. Não obstante posso negá-las, tal que minhas serão sempre que no caminho do trabalho o cheiro de peixe podre se fizer característico.
Mar 29th
Hst
Ela me olhou e disse: Você toma ácido? Lembrei de Hunter Thompson e titubeei: Hey, baby, take a walk on the wild side. Lambi o suor da sua espádua tentando captar o resto do banho de mdma que ela tinha tomado. Just a walk on the wild side. A gente tentava se misturar, misturar noites de fogo com amor, dias de suor com aconchego, que comunhão estranha de ioga com cerveja. Veja bem, meu bem,...
Mar 21st
February 2012
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Mais Bela que ela?
- O que você fez domingo, baby? - Vi três filmes do Hitchcock. De bode, revendo um Hitchcock. Talvez seja ela a garota no meu banho, na minha psicose. Ele não gosta de mim, mas a filha dele gosta. É bem assim, a gente acaba numa psicose estranha cheia de sorvetes e passeios pelas praças e filmes franceses. Meus óculos escuros não mentem a transparência escura e turva da noite, é tudo um...
Feb 7th
January 2012
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Lírica na noite de preto e vermelho
Dessa vez não fui eu. Tirei meus sapatos e dei pra ela calçar, assim, com Chinaski me observando. O vão da porta do carro me dizia que ela ia pular, seu vômito se movimentando junto a cabeça pensa na janela, haja vento nesse fim de noite. Dessa vez não fui eu, mas sim, caímos no chão e prometemos nunca mais nos levantar, há que se prometer rosas murchas a uma garota que anda pisando em cacos de...
Jan 2nd
December 2011
4 posts
Pra um ele deixou os óculos, pra outro, um chaveiro. Pra mim foi essa garrafa vazia. Ela ecoa na noite com as nuvens cinzas e vermelhas pelos lares. De vez em quando eu tento quebrá-la, mas o que é vazio, o vazio controla. Nas noites cinza e vermelho é o que me sobra, da garrafa vazia o vazio também no peito, o charuto cubano, o uísque desfeito. Pra noite que rezamos sozinhos, os fantasmas varrem...
Dec 25th
Meu velho bunker
dentro dela não vejo a solidão, passo os prismas da luz que entra pela brecha da janela no seu rosto e digo que aqui é o meu bunker. eu não morri dentro dela, ligo pro meu irmão no meio da noite perguntando qual o final de noite na taverna. e abro mais um vinho, quente, esperando que, no final, me reste um pouco dela, Marina, minha velha garrafa vazia.
Dec 13th
Os hot dogs me esperam, baby
Falo coisas sem sentido pela madrugada, invento personagens e coloco um solidéu na cabeça do guitarrista que toca mais um acorde overdrive. A espera pelos hot dogs cria possibilidades cósmicas boiando na chapa gordurosa, alguém acende um cigarro e o cheiro de fritura se confunde com as pernas carnudas da moça do trailer. Alguém? Me dê aquela pastilha, aquele drops colorido. O sol me acorda pela...
Dec 10th
Eu passei essa sozinho, deitei em cima do balcão e saquei uma garrafa de vinho.
Dec 8th